Planejamento e criação
Hipóteses de região, público, condição, mensagem e canal raramente são formuladas antes da campanha. O criativo entra no ar sem uma pergunta a responder.
Há quase uma década trabalhamos por dentro de centros de pesquisa brasileiros: presença digital, campanhas, captação de pacientes, atendimento, automações, bancos de dados e operação de recrutamento. A Random concentra tudo isso em uma unidade dedicada. O que entregamos não é mídia nem plataforma. É velocidade, previsibilidade e inteligência para o enrollment.
Random Pesquisa é a marca da Emcomjunto dedicada ao ecossistema de pesquisa clínica: centros, CROs e patrocinadores.
Centros maduros conduzem estudos com excelência científica, mas raramente foram construídos para operar aquisição digital de pacientes em escala. Quando entra verba de mídia, aparecem os gargalos.
Hipóteses de região, público, condição, mensagem e canal raramente são formuladas antes da campanha. O criativo entra no ar sem uma pergunta a responder.
Leads chegam e não são trabalhados com um fluxo estruturado. Sem SLA de primeiro contato e sem régua de reativação, o interesse esfria antes da triagem.
Volume sem critério gera triagem improdutiva no centro. Falta um filtro que respeite o protocolo e não prometa o que não pode ser prometido.
Fontes diferentes não conversam entre si, os dados ficam pulverizados e a base deixa de ser um ativo reaproveitável no próximo protocolo.
É difícil saber quais canais, mensagens, regiões e perfis realmente contribuíram para screening e randomização, e não para o relatório de cliques.
Os motivos de perda ao longo do funil não são registrados, então cada campanha recomeça do zero em vez de acumular inteligência.
O ponto
A indústria já coloca recursos significativos em patient outreach, e os centros também recebem budgets de recrutamento. A oportunidade está em evitar que esse investimento se pulverize entre iniciativas desconectadas, fornecedores diferentes e equipes que dominam pesquisa clínica mas não performance, conteúdo, CRM e gestão de funil.
Não basta gerar lead. É preciso gerar o paciente certo, responder, engajar, pré-qualificar, encaminhar e acompanhar esse paciente até o screening, e aprender com cada perda ao longo do caminho.
O motivo de perda volta para a campanha
Cada etapa em um fornecedor diferente. A informação não atravessa o funil, então o motivo de perda morre onde aconteceu e a campanha seguinte recomeça do zero.
Cada número abaixo vem de uma fonte pública, identificada. Nenhum deles é da nossa operação: são o retrato do mercado em que a operação acontece.
Análise das razões de interrupção de 28.561 estudos clínicos apontou recrutamento insuficiente como o motivo mais frequente identificado.
Nature Genetics · Genetic factors associated with reasons for clinical trial stoppage
Dado de mercado de 2024: a maioria dos estudos não consegue reunir participantes suficientes dentro do desenho e do cronograma previstos.
WCG · Participant Recruitment & Retention
Em coorte de 83 RCTs, 55% não atingiram a meta no período planejado mesmo com seis meses extras. Quem falha recruta em 50 meses; quem atinge, em 31.
BMJ Open, 2025 · Recruitment failure and extension of study periods
Análise de 645 medicamentos e biológicos estimou esse valor em vendas não realizadas por dia. O custo direto de um trial de fase III chega a US$ 55.716 por dia.
Tufts CSDD · Quantifying the Value of a Day of Delay in Drug Development
Estudo de 2026 com dados de oito sponsors e CROs e 32 estudos encontrou esse orçamento mediano para centralized patient outreach, com 64,7% destinados a canais digitais.
Tufts CSDD / PubMed · Measuring Centralized Patient Outreach Recruitment Strategies and their Costs
Benchmarking com 14 grandes farmacêuticas e três CROs comparando 2012, 2019 e 2023, acompanhado por maior uso de social media e patient communities.
Tufts CSDD / Applied Clinical Trials · Recruitment and Retention Tactics 2012–2023
Revisão sistemática com 61 estudos: online recruta mais rápido e mais barato, mas o offline converte melhor de screened para enrolled. Mídia sozinha não resolve enrollment.
JMIR · Online Patient Recruitment in Clinical Trials: Systematic Review and Meta-Analysis
O número é da própria IQVIA, que observa ainda que muitos sites não possuem recursos, expertise ou tempo para pensar recruitment e retention estrategicamente.
IQVIA · Patient Recruitment & Enrollment
É descoberta, comunicação, acesso e conexão entre a pessoa e a oportunidade de pesquisa. O paciente é parceiro do médico e do centro, e o trabalho é encurtar a distância entre os dois.
Quatro barreiras separam a pessoa da oportunidade de pesquisa.
Cada entrega nasce da estratégia, não de uma lista fixa de peças. O que será construído depende do protocolo, da região e do momento do centro.
Frente 01
Pesquisa de segmento, mapeamento de concorrentes e estudo de público em três frentes: indústria e CRO, voluntário e comunidade médica local. É o alicerce em que todo o resto se apoia.
Frente 02
Na seleção de centro, patrocinador e CRO leem maturidade institucional junto com capacidade operacional. Identidade e consistência entram na avaliação.
Frente 03
O endereço para onde levar patrocinador, voluntário e médico referenciador. Sem esse destino, a campanha não tem onde chegar.
Frente 04
Presença que sustenta relacionamento com paciente, médico e mercado entre um protocolo e outro, e não só quando a campanha está no ar.
Frente 05
Performance, parcerias, CRM e conteúdo organizados em quatro frentes com um único ponto de chegada: a base de voluntários.
Frente 06
O material que circula fora da tela e dentro do centro, pronto para submissão quando o protocolo exige.
Frente 07
Registro das unidades, da equipe e da rotina do centro. É o acervo que guia todas as criações seguintes e dá ao centro material original próprio.
Frente 08
A aplicação da marca no espaço físico e nos pontos onde paciente e visitante encontram o centro pela primeira vez.
Três perguntas que ouvimos primeiro
Marca e relacionamento
Construir a reputação que faz patrocinador e CRO reconhecerem o centro antes da conversa de feasibility começar.
Aprovação com CEP e patrocinador
Consultoria no desenvolvimento dos templates exigidos e suporte à aprovação das peças junto aos CEPs e ao patrocinador.
Captação de recursos
Assessoria na negociação da verba de comunicação dentro do orçamento de cada projeto, ainda antes do feasibility.
Não queremos substituir o centro nem tirar dele o relacionamento com o paciente: é o contrário. Funcionamos como uma estrutura central de recrutamento, conectando patrocinador, CRO e centro em torno de um único plano.
Critérios de elegibilidade, regiões, perfil e volume esperado viram hipótese de resposta digital antes de qualquer criativo.
Mensagem, oferta e peça nascem da pergunta que a campanha precisa responder, respeitando o que pode e o que não pode ser dito.
Performance, parcerias, conteúdo e CRM alimentam uma base única, com um só ponto de chegada em vez de planilhas soltas.
SLA de primeiro contato, régua de reativação e registro de cada tentativa. O interesse tem prazo de validade curto.
Automação, IA e equipe humana filtram o lead contra o critério do protocolo antes de ele chegar ao time de triagem do centro.
O centro recebe base pronta para triagem, e cada motivo de perda volta como informação para a próxima rodada de campanha.
Indústria e CRO definem o protocolo. A Random planeja, capta e qualifica. O centro recebe uma base pronta para triagem, sem o volume improdutivo no meio do caminho.
Captação
Qualificação
Destino
Dados e consentimento
A base qualificada encaminhada ao centro pode passar a integrar a base do próprio centro e ser randomizada ou caracterizada como falha. Nos dois casos, segue disponível para comunicações futuras por ambas as partes, respeitados os termos de consentimento e a LGPD.
Uma observação sobre tecnologia
O diferencial está em saber o que fazer com as ferramentas: construir mensagem que gere confiança, traduzir um protocolo complexo em comunicação compreensível, manter bancos de pacientes vivos, qualificar sem prometer o que não pode ser prometido e transformar dado de marketing em decisão de recrutamento.
Não existe uma única fórmula para recrutamento. Uma condição prevalente tem desafios diferentes de um estudo que procura um perfil muito específico. Por isso a experiência foi construída estudo a estudo.
Case principal · pneumologia · asma
O projeto combinou campanha de performance, portal próprio focado no paciente e recrutamento simultâneo em estados do Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a mesma lógica multirregional exigida por protocolos com meta agressiva e população dispersa. Em vez de depender apenas dos canais institucionais do centro, construímos uma marca e um portal de conteúdo que seguem gerando audiência depois do fim da campanha.
Operação Tudo Sobre Asma, conduzida em parceria com indústria farmacêutica. Período de apuração a confirmar. A citação nominal das indústrias parceiras depende de autorização.
Três áreas terapêuticas
Volume de leads e resultado final não são a mesma coisa. Os três recortes abaixo mostram por que a análise não pode parar no custo por lead.
151pacientes randomizados
Campanhas digitais podem participar diretamente da composição do recrutamento quando existe integração entre comunicação, captação e as etapas seguintes.
4.888leads gerados
Público amplo, lead barato e taxa baixa. É o recorte que mais reforça a necessidade de acompanhar qualidade, critério, contato e motivo de perda.
16%taxa de randomização
Volume menor de leads associado à maior taxa de randomização das três. O lead mais barato nem sempre é o que mais contribui para o recrutamento.
Somando os três recortes
Os resultados apresentam comportamentos bastante diferentes entre as áreas, justamente o que reforça a importância de analisar cada protocolo, público e jornada de maneira individual.
Outras operações
CPClin
logoReestruturação de criativo, segmentação e página de captura. O ganho veio de separar aplicações e personalizar a comunicação, não de aumentar o investimento.
Bioserv
logoEm alguns estudos, mais da metade dos voluntários randomizados conheceu a oportunidade por redes sociais, segundo depoimento do próprio cliente.
CEMEC
logoLanding pages, social ads, automação, lead scoring, lead tracking e CRM operando de forma integrada dentro da mesma estrutura de recrutamento.
Não começamos uma campanha do zero. Começamos com o que já aprendemos em mais de 10 áreas terapêuticas e diferentes realidades de recrutamento no Brasil.
Maior volume de leads não significa necessariamente maior randomização.
Cada área terapêutica exige uma comunicação diferente.
Localização e características da população interferem diretamente na estratégia.
Campanhas precisam ser acompanhadas além do formulário.
Informações sobre qualificação e motivos de perda precisam voltar para o marketing.
Conteúdos e canais próprios podem complementar campanhas específicas de estudos.
Comunicação simples é fundamental para temas clínicos complexos.
Tecnologia ajuda a organizar atendimento, pré-qualificação e acompanhamento.
Cada estudo gera aprendizado que pode tornar o próximo mais eficiente.
Deram vida à marca e nos ajudaram a entrar para o time dos grandes centros de pesquisa. Hoje são, reconhecidamente, a agência mais especializada no nicho.
Silvana Glikmanas
Diretora de Recrutamento · BR Trials
Tínhamos vindo de uma agência sem repertório em pesquisa clínica. A mudança foi da água para o vinho, da nossa imagem à performance das campanhas.
Vinicius Santana
Cofundador · CENDERS
Discutir protocolo e planejar estratégia ficou muito mais simples com interlocutores que falam a nossa língua.
José Roberto Ruschel Siffert
Diretor · Ruschel Medicina e ACESSE
A expertise do time na área de pesquisa clínica faz toda a diferença, tanto no fortalecimento da nossa marca quanto na divulgação dos estudos.
Thais Peretti Pereira
Coordenadora de Estudos Clínicos · IPC Tatuí
Cada condição na lista abaixo passou por um projeto real de comunicação ou recrutamento conduzido pela equipe.
Em roxo, as condições com case detalhado nesta página.
Parceiros
Próximo passo
Para entender protocolos ativos, regiões prioritárias e onde o funil está travando hoje. Daí saem o recorte de piloto, o plano de leitura e o critério de pré-qualificação.
Dados novos do setor, leitura de cases reais, mudanças de regra que afetam a comunicação com o voluntário e o que temos aprendido campanha a campanha. Escrita para quem toca centro, CRO ou estudo, não para o público geral.
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